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A qualidade do ensino e o respeito ao professor

Tenho visto, de forma recorrente, a indignação contra a qualidade do ensino em nosso país. Acho que o tema é de enorme relevância e venho fazer parte do coro indignado contra este estado de coisas.

Chamo a atenção para a Lei 11.738/08, que trata do piso salarial nacional dos professores. Esta lei é desrespetada por 17 Estados, incluindo Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Ceará e outros Estados. E alguns, que cumprem o piso mas desrespeitam outros pontos da lei como é o caso do Estado de São Paulo.

  • A Lei prevê que 1/3 da jornada de trabalho seja cumprido fora das salas de aula para atvidades extraclasse (preparação de aulas, correção de provas e formação continuada). Em São Paulo esta determinação não é respeitada e os professores são obrigados a cumprir suas obrigações profissionais de forma não remunerada.
  • A Secretaria Estadual de Ensino de São Paulo resolveu dividir as férias do professor em dois períodos, em dezembro e outro em julho, ferindo o artigo 134 da CLT, como se professor não fosse um trabalhador.
  • Discute-se o ensino profissionalizante, que deve ter direcionamento tanto propedêutico quanto profissional, o que não se observa no atual modelo adotado pelo Estado, que apresenta um curriculo fragmentado, dividindo a formação geral da específica e sem propiciar ao professor, condições de formação continuada.
  • O número excessivo de alunos não dá ao professor condições de ministrar ensino de forma adequada aos alunos.

Diante da situação do ensino em São Paulo, a APEOESP convoca os professores para uma assembléia para 25 de novembro às 14 horas na Praça da República na capital de São Paulo. Normalmente, em São Paulo, os professores são vítimas da repressão policial como se fossem marginais, quando na realidade o que querem é ensino de qualidade à população e dignidade e respeito às Leis. A sociedade deve apoiar suas legítimas reivindicações para que tenhamos o ensino que merecemos.

Entre os temas a ser discutidos, estão os que elenquei acima. A falta de disposição para a discussão dos temas por parte dos governos estaduais é um dos fatos que não permitem que tenhamos ensino de qualidade. E como teremos ensino de qualidade se os profissionais da categoria são desrespeitados? Ensino de qualidade pressupõe professores bem formados e motivados.

Vazamento em Campos – Ações e Reações necessárias

Vazamento de petróleo a 1.200 metros de profundidade e de 3.700 barris por dia (595 litros) com uma mancha de 2.400 quilômetros quadrados. Mas mesmo assim considerados de pequena monta. Segundo as últimas notícias, já controlado e com a fissura fechada.

Estão sendo investigadas as causas, que pode estar ligada na “economia” de recursos aplicados às plataformas obsoletas e onde, se acreditam, houve perfurações acima do permitido. Os responsáveis serão indiciados, punidos e o episódio será encerrado.

Não podemos permitir que seja encerrado o episódio, pois a exploração, principalmente por empresas privadas, continua. Este pode ser apenas um episódio se as autoridades não tiverem uma fiscalização eficaz e não houver um plano nacional para contenção de vazamentos de qualquer proporção. Como constatamos acima, esta avaliação é muito relativa, pois a extensão de um vazamento considerado “pequeno” é muito grande e atinge a fauna e a flora marinha e, dependendo das marés e dos ventos, também a do litoral.

As autoridades que cuidam do meio ambiente garantem que existe um projeto sobre ações de fiscalização e de reação contra vazamentos na exploração de petróleo. O problema é que não é de conhecimento público e que não foi ainda votado.

A sociedade deve cobrar das autoridades regras claras e divulgação das ações de prevenção, correção e punição dos culpados por acidentes e crimes ambientais.

Leia mais sobre o assunto e opine em BBC e IG

Inclusão da Rocinha – Inclusão social

O controle do território da favela da Rocinha pelo tráfico de drogas deve chegar ao fim após a ocupação pela polícia do Rio de Janeiro no último domingo, afirmam analistas ouvidos pela BBC Brasil. Isso não significa, entretanto, que o tráfico deixará de existir no local, ressaltam os especialistas. (Leia mais no sítio da BBC)

Um dos motivos que os brasileiros têm para festejar é a iniciativa do governo do Estado do Rio de Janeiro com apoio do governo federal, na pacificação de favelas que, ao contrário da lógica da discriminação e segregação que criava guetos para isolar a população mais pobre que, sem alternativa, subiu os morros habitando com dificuldades perigosas encostas que, pela falta da presença do Estado, acabou se tornando território de bandidos que submetiam a população.

A falta de inclusão social produz este tipo de coisa: territórios sem Lei pela falta de apoio do Estado. Mas a inclusão de nosso povo incomoda muita gente. Incomoda aos “donos da nação”, a oligarquia existente desde o início do Brasil, e aos seus submissos seguidores que aprenderam direitinho com subserviência, aos seus “senhores” e que pregam a “ordeira submissão” que produz os territórios dominados pela bandidagem que ocupa o lugar de um Estado ausente e preconceituoso.

O tráfico vai continuar existindo, mas agora os traficantes perdem o status de “donos” de território e passam a ser meliantes que continuarão sendo presos pelo Estado presente e solidário.

A balança e a imprensa

A balança comercial brasileira voltou a registrar saldo positivo. Segundo dados divulgados hoje (14), pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o superávit comercial da segunda semana do mês ficou em US$ 1,575 bilhão, depois do déficit de US$ 543 milhões, na primeira semana. Com isso, o superávit comercial no mês está em US$ 1,032 bilhão.

(Agência Brasil)

A notícia acima, nesta semana, não teve a mesma que na primeira semana, quando foi verificado déficit.

Será porque é feriado?

Ou é a necessidade de divulgação do negativo que impera na nossa “grande imprensa” quando se trata de denegrir o Brasil?

Vazamento de petróleo no Brasil

Foi no campo de Frade operado pela Chevron do Brasil, o oitavo maior produtor do país individualmente. Em setembro ele produziu 74,768 mil barris de óleo e 899,35 mil metros cúbicos de gás. Na lista de 20 maiores produtores do país, apenas três campos não são operados pela Petrobras. Além de Frade estão na lista Ostra (Shell) e Peregrino (Statoil).

O vazamento foi denunciado pelo Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro) no dia 09 de novembro próximo, mas a operadora demorou 24 horas para admitir o vazamento, feito através de uma nota em seu sitio nos Estados Unidos informando que se tinha detectado o vazamento “entre o campo de Frade e o de Roncador – que é operado pela Petrobras – quando, na verdade, ele se deu bem próximo de uma de suas plataformas de perfuração, a Sedco706, da Transocean, a mesma proprietária da Deepwater Horizon, que provocou o acidente no Golfo do México.

As informações, segundo a Chevron, são de que os detalhes do vazamento foram observados por um veículo submarino operado à distância (ROV), que identificou que o óleo é proveniente de uma falha na superfície do fundo do mar, próxima ao Campo Frade. À noite, a empresa disse apenas que as investigações sobre as causas prosseguiam.

O governo está acompanhando e apoiando todas as providências da empresa Chevron Brasil para interromper o vazamento, por meio do Ministério das Minas e energia e da Marinha do Brasil.

Estes fatos não receberam destaque da mídia embora seja grave e importante, talvez pelo fato de ter sido ocasionado pela Chevron, que demorou muito  para admitir o vazamento e, quando o fez, foi de forma imprecisa, tentando aproximar o problema do poço operado pela Petrobrás e culpando uma falha geológica que, segundo especialistas, é muito improvável de ser a real causa do acidente, considerado de pequena monta mas que foi um acidente como o ocorrido no Golfo do México, este de grande monta, ocasionado pela mesma empresa que opera o poço onde ocorreu o vazamento.

Com informações do Valor Econômico e Agência Brasil

Protestos contra a ganância e o protecionismo na UE e EEUU

Ontem houve manifestações contra a crise econômica capitalista e também sobre a forma como vem sendo condizidas as ações para combatê-la. Em Bruxelas, na Bélgica, houve manifestações reprimidas pela polícia. Nos Etados Unidos as manifestações iniciadas em Washington se estendem a Los Angeles Com gritos de “Humanidade não precisa de ganância corporativa” ou “parar a máquina para criar um mundo novo”. Manifestações na Grécia, na França, na Italia, na Espanha… Enfim: Europa e Estados Unidos aderiram aos movimentos no mundo árabe pedindo democracia.

As análises que vemos é que os protestos são contra o capitalismo. Discordo. O que a população quer é que o povo seja ouvido e respeitado. A fúria pelo lucro massacra a população. A forma como se comportam os governos privilegiando alguns poucos poderosos em detrimento da maioria enfurecem e transtornam o mundo. O que não é diferente do que ocorre também no mundo árabe, que se indigna contra a exploração do povo por uns poucos poderosos.

Esta tendência não é contra o capitalismo, assim como não foi o movimento deflagrado na Rússia que acabou por extinguir a União Soviética, quando, como agora, houve revolta do povo oprimido e o clamor por políticas governamentais voltadas para o bem povo e não de alguns. Somente uma política voltada para o bem estar e liberdade da população é capaz de trazer equilíbrio econômico e social melhorando o capitalismo que parece estar sendo sacudido e conduzido para uma forma de governo mais democrática, na medida em que deve voltar-se ao atendimento às necessidades da maioria e não à ganância de alguns exploradores.

Ainda bem que estamos na América Latina, mais precisamente no Brasil não é mesmo?

Enfim, o PNBL é lançado

Finalmente iniciamos o processo de acesso à Banda Larga o PNBL, com a divulgação, pelo Ministério das comunicações, dos primeiros 344 municípios atendidos, pretendendo-se que, até 2014 estejam atendidos todos os municípios brasileiros.

O acordo com as concessionárias proibe a venda casada, uma vez que internet é uma coisa e telefonia é outra totalmente diferente. Cabe a cada um de nós a fiscalização quanto ao cumprimento do acordo firmado com as concessionárias CTBC, Sercomtel, Telefônica e Oi.

A velocidade é de 1 megabit por segundo. Outro ponto a ser verificado e denunciado, caso não seja cumprido. Entretanto existe limitação de dowloads, que ultrapassado, poderá implicar na reduçãoda velocidade do serviço, a ser restabelecido no período seguinte, vedada a cobrança de adicional.

Fonte: Agência Brasil e Ministério das Comunicações.