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Esforço ameaçado

01/18/2011

Diversos países do mundo têm sistema de monitoramento que alerta para cataclismos naturais. Alguns países têm vulcões, em outros são costumeiros terremotos, outros ainda são assolados por fortes ventos. Aqui no Brasil a principal fonte de cataclismos é a chuva que, todos os anos, provoca enchentes e deslizamentos fazendo numerosas vítimas. Mas o monitoramento, prevenção e plano de ação para defesa da sociedade civil em nosso país é ainda falho ou inexistente.

Em 2005 houve o Marco de Ação de Hyogo 2005-2015, quando 168 governos chegaram a um acordo para:

  • Cuidar para que a redução dos riscos de desastre constitua uma prioridade nacional e local, com uma sólida base institucional para a sua implementação;
  • Identificação, avaliação e monitoramento dos riscos de desastres com implementação de alerta antecipado;
  • Utilizar os conhecimentos, as inovações e a educação para criar uma cultura de segurança e de resiliência em todos os níveis;
  • Reduzir os fatores de risco subjacentes;
  • Fortalecer a preparação para casos de desastre, a fim de lograr uma resposta eficaz.

Na Conferência Mundial de Redução de Desastres em, Kobe, Hyogo, Japão, o Brasil manifestou sua deficiência pela falta de capacidade de previsão e da falta de investimentos na área da defesa civil.

Hoje as providências estão sendo tomadas pelo governo federal. Mas é suficiente? A resposta é não. Espero que não ainda, pois o governo federal está adquirindo pluviômetros e radares metereorológicos interligados por um potente computador, chamado Tupã, adquirido junto à Cray Inc através de concorrência pública internacional.

Será feito mapeamento de risco e registrados os pontos mais vulneráveis, além da previsão mais acurada das regiões sob risco iminente. Estas ações serão colocadas a efeito em um ano, com aperfeiçoamento das medidas nos próximos 4 anos. Mas uma melhora na prevenção passa pela decisão da mudança na mentalidade dos 5.565 municípios e pela atribuição de responsabilidade de seus administradores. É necessária também a cooperação dos Estados da Federação. De nada adiantarão os investimentos – que são indispensáveis – se a Defesa Civil de cada Estado e de cada Município da Federação não estiverem integrados e empenhados na prevenção, que deve utilizar as informações e impedir construções e ocupação em solos de risco.

O Sistema Nacional de Defesa Civil- SINDEC, é composto por vários órgãos, cujo objetivo é reduzir desastre e compreende ações de prevenção, de preparação para emergências e desastres, de resposta aos desastres e de reconstrução, e se dá de forma multissetorial e nos três níveis de governo – federal, estadual e municipal – com ampla participação da comunidade.

Deve ser feita profunda revisão na política de prevenção, sob pena de  que, no ano que vem, tenhamos de novo cataclismas provocados pela falta de previsão e de ação tempestiva. Se não houver mobilização e conscientização em uma campanha esclarecedora, corremos o risco de ameaçar o esforço dispendido na melhoria da prevenção.

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From → Sociedade

3 Comentários
  1. A Defesa Civil ainda tem poucos profissionais, o povo é ainda muito mal educado para se prevenir de ações de risco (como ocupação de áreas de risco e falta de sincronia nas evacuações). O Brasil, num TODO, do governo à população, está despreparado!

    Só um comentário a mais: poxa, até o emblema da Defesa Civil é composto de símbolos maçônicos?? PQP! Que m****!!

    Abçs!

  2. erickfigueiredo permalink

    Obrigado, Ebrael. Concordo contigo. Obrigado pelo comentário pertinente.
    Quanto ao símbolo… Não acho muito maçonico não… rs rs rs…
    Abraços

  3. Roger permalink

    kkkkk…. acho que a metade de tudo é um desacaso das pessoas e falta de interesce do governo depois que a porcaria acontecer não adianta chorar ano que vem tem mais!!! d fazem oque pra evitar??

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