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Tragédia provocada pela chuva exige ação governamental

01/15/2011

A tragédia ocorrida no estado do Rio de Janeiro em função das fortes chuvas é resultado – além da questão climática – da histórica ocupação desordenada do solo, muitas vezes motivada pela desigualdade social e a ausência de políticas habitacionais eficazes que o Brasil viveu durante muitos anos. A avaliação foi feita pelo o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, nesta sexta-feira (14/1), em Brasília (DF), durante entrevista coletiva concedida após cerimônia de posse do novo diretor-geral da Polícia Federal.

De acordo com a presidenta Dilma, que concedeu a entrevista junto com o governador fluminense, durante sua visita às áreas atingidas, o trabalho se dará em três linhas de ação e estas diretrizes devem ser assimiladas pela população. Ou seja, os governos vão atuar neste primeiro momento no socorro às vítimas da tragédia, ao mesmo tempo em que prosseguirá no trabalho preventivo para que a situação não seja ampliada e, por último, coibir as moradias em áreas de risco, como por exemplo nas encostas dos morros.

Tanto a presidenta Dilma quanto o governador Cabral centram críticas à forma de ocupação nos municípios da região Serrana, especialmente Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo, os mais prejudicados pelas enchentes dos últimos dias. No decorrer da coletiva, Cabral fez um alerta: a previsão da meteorologia para as próximas horas é de chuvas intensas, fato que requer mais prudência e colaboração por parte das famílias que vivem em áreas de risco.

Dilma Rousseff contou também sobre aquilo que viu no sobrevoo. Uma região devastada. Isso faz com que, neste instante, o governo volte suas forças para o resgate e salvamento das famílias desalojadas. Num mesmo processo, segundo informou, o governo federal vai liberar recursos do Bolsa Família – para quem se enquadra na situação -, na liberação do fundo de garantia (FGTS) e também de outros programas sociais como Benefício de Prestação Continuada (BPC), que pode assegurar o pagamento de aluguel.
“Vamos [na segunda etapa] entrar num outro momento da reconstrução. Vamos estar operando com o governo estadual e com as prefeituras no sentido de, como disse o governador numa conversa comigo, que nós estamos aqui também para [o trabalho de] prevenir…”, disse a presidenta.

Ela lembrou que a atuação do governo abrange também os estados de São Paulo, Minas Gerais e Goiás. O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, que esteve hoje no Rio, seguiu para São Paulo, onde visitará o município de Franco da Rocha, inundado a partir da abertura das comportas de uma usina hidrelétrica. Segundo a presidenta, o governo irá liberar os recursos para as regiões o mais rápido possível, mas ponderou que existem exigências legais que precisam ser cumpridas pelas autoridades.

Depois das considerações iniciais da presidenta Dilma e do governador Cabral os jornalistas iniciaram a série de perguntas. A primeira questão levantada foi sobre a diferença de recursos liberados para obras no estado do Rio e em outras unidades da federação. A indagação feita pela repórter da Rede Globo mereceu de início a intervenção do governador Cabral que contestou os números colocados no site de uma Organização Não-Governamental (ONG).

“Olha eu prefiro até responder primeiro. Não quero discutir com site que divulgou… O Rio recebeu nos últimos quatro anos recursos para as obras em Angra dos Reis e que estão em curso R$ 110 milhões. Uma velocidade que nunca houve. Quero dizer que não há nenhuma reclamação sequer. Mais de R$ 1 bilhão para áreas atingidas direta e indiretamente. Os rios da Baiada Fluminense. Fizemos investimentos mais R$ 300 milhões”, afirmou o governador com ressalva ao fato de que para liberação das verbas existem exigências que devem ser cumpridas pelos governantes.

A população civil se mobiliza. Quem desejar fazer uma doação:

A Caixa Econômica Federal (CEF) abriu uma conta, em nome da Defesa Civil, para que brasileiros de todo o País possam ajudar os desabrigados das enchentes. Os dados da conta corrente são: agência 0199, conta-corrente: 2011-0, opção 006.

A Prefeitura de Teresópolis também abriu uma conta exclusiva para receber doações, com o nome de “SOS Teresópolis – Donativos”, que está disponível na Agência 0741-2 do Banco do Brasil. O número da conta-corrente é 110.000-9. O CNPJ é: 29.138.369/0001-47.

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