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De suspeito a herói

03/06/2010

A revista Veja, órgão de divulgação da campanha de Serra para a presidência da república, publica hoje nova denúncia contra o PT em mais uma reporcagem dociê. José Carlos Blat é o procurador do ministério público citado pela revista. Mas quem é José Carlos Blat?

A resposta está na própria revista, em matéria de 15 de fevereiro do ano passado, na qual faz denúncias ao seu atual colaborador que estaria desiludido com o Ministério Público e teria a intenção de se candidatar ao cargo de deputado federal. Na época ele foi afastado do GAECO – Grupo de Atuação contra o Crime Organizado por estar sob suspeita.

O artigo publicado pela revista nos leva a acreditar que haviam suspeitas de envolvimento de Blat com roubo de automóveis, jogo do bicho, contrabando, receptação e outras coisas mais. Agora parece que foi absolvido e eleito como defensor da moral e bons costumes, tal como outros heróis contemporâneos eleitos pela Veja, todos de oposição ao governo, é claro.

Muito interessante como as pessoas passam de suspeitos a heróis em tão pouco tempo, não acham?

Veja a reportagem da Veja sobre José Carlos Blat  que tem o sugestivo título de “Intocável sob suspeita“.

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From → Sociedade

5 Comentários
  1. Olá, Erick!

    Longe de querer dizer que as denúncias contra a cooperativa do sindicado do bancários de São Paulo não sejam verdadeiras, mas esse sujeito sempre fica querendo aparecer e busca is holofotes da grande mídia para se promover. É bom ficar de olho nele.

    Abraços

    Francisco Castro

    • erickfigueiredo permalink

      De fato o que existe é:

      – A Bancoop é a Cooperativa dos Bancários de São Paulo, criada pelo Sindicato dos Bancários, em 1996, para construir apartamentos e casas através de mutirão financeiro dos cooperados (voluntariamente). Há petistas com origem no sindicato dos bancários entre seus fundadores que não participam mais da cooperativa, e há ainda petistas atualmente na diretoria, tanto do sindicato como da cooperativa.

      – Há empreendimentos com desequilíbrio financeiro (ou aumento de custos, ou inadimplência de cooperados).

      – Há acusação contra alguns ex-dirigentes da cooperativa de ter desviado dinheiro da cooperativa em proveito próprio, acusados de serem donos de empreiteira que construíam os prédios. Não são os nomes do PT que a revista mistura no meio das acusações.

      – O presidente Lula já comprou um apartamento no Guarujá da Bancoop. Assim ele é um cooperativado, como milhares de outros, e até foi vítima também de atraso nas obras, nada tendo a ver com a direção da Cooperativa.

      – Há diversos processos na justiça de mutuários (muitos com bons motivos, pois o prédio que investiram não foi entregue ainda), por conta das denúncias de desvio de dinheiro daqueles ex-dirigentes, e também reclamações nos empreendimentos onde há desequilíbrio financeiro, e é preciso que os mutuários coloquem mais dinheiro para concluir a construção do prédio.

      – Há um promotor do Ministério Público de São Paulo, José Carlos Blat, que faz uma investigação, e diz que há indícios de que a Bancoop desviou recursos para empresas ligadas a alguns dirigentes, que repassaram os valores para campanhas do PT. O promotor abriu o inquérito criminal em 2007. Não existe denúncia formalizada ainda e nem acatada pela justiça. Ou seja, por enquanto há apenas indícios, que pode resultar em denúncia ou não. Cabe ao promotor reunir provas contra quem tiver culpa de fato, se tiver, para não fazer processos políticos como fizeram com Palocci na prefeitura de Ribeirão Preto, em que ele foi inocentado.

      O que existe de fato é isso que está aí em cima. A revista Veja partiu destes fatos e inventou, lançando suspeitas e acusações que não existem. Chega até a especular com a origem do dinheiro apreendido no famoso dossiê Vedoin vir da Bancoop, sem qualquer fundamento de fato.

      A Folha de José Serra, já havia publicado essa notícia sobre a Bancoop em novembro de 2009, sem tanta invencionice quanto fez a Veja. Não há novidade até o momento.

      Há pérolas na “reporcagem” como achar “evidência de crime” dirigentes da Cooperativa que também eram dirigentes ou ex-dirigentes sindicais visitarem o Sindicato dos Bancários com frequência. Ora, a Cooperativa é dos bancários, a revista Veja queria que eles visitassem quem com frequência? O sindicato dos padeiros?

  2. De novo?
    Esta denúncia já é velha e foi ressucitada por conta da campanha.
    um abraço.
    Beth Munz

    • erickfigueiredo permalink

      Inclusive surgiu um fato novo após a postagem. Este mesmo senhor deu entrevista ao Jornal Nacional ontem, informando que fará a denúncia daqui a três meses. Mas se como procurador ele está dando entrevistas e acusando, pela segunda vez o PT pelas mesmas suspeitas de 2007, quando fez a mesma denúncia. Ele ainda precisa de mais 3 meses para fundamentar a denúncia após 3 anos? Existe algo de estranho nesta denúncia.

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