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Amigos imaginários e amigos virtuais

02/28/2010

Inge Seiffge-Krenke, psicóloga que dirige o Departamento de Psicologia do Desenvolvimento do Instituto Psicológico da Universidade de Mainz na Alemanha é quem diz:

Uma mãe escreve em um fórum on-line: “Nosso filho de 5 anos tem falado há três dias de ‘sua amiga Pia’. Ela só existe em sua imaginação, mas parece ser absolutamente real para ele. Ele se comporta como se pudesse vê-la! Nós não tivemos esse tipo de experiência com sua irmã três anos mais velha. A amizade com ‘Pia’ parece fazer bem ao nosso filho, mas nós nos preocupamos mesmo assim. Será que devemos deixá-lo com sua fantasia ou tentar convencê-lo a abandoná-la?”.

Mas os pais podem respirar aliviados, pois todos os estudos sobre esse fenômeno chegam ao mesmo resultado: não há motivo para preocupações! Os amiguinhos imaginários têm sido estudados de forma intensiva há muito tempo, nos últimos 100 anos, mas poucos psicólogos se dedicaram a esse tema. E há um ponto em comum: todos concordam que os amigos imaginários estimulam o desenvolvimento das crianças, podem suprir eventuais lacunas afetivas e ajudam na elaboração de questões psíquicas.

Ela mesma traça um paralelo entre os amigos imaginários e os sites de relacionamento, como Orkut, Twiter e chats. Não que as amizades não sejam sinceras. São. Só que geralmente são invisíveis, mesmo que muito próximas. Tenho amigos aqui mesmo no diHITT que moram muito próximas a mim. Mas não sei o endereço e duvido muito que encontrando na rua vá conhecê-las. Alguns destes amigos virtuais, muitas das vezes nos conhecem mais profundamente que as pessoas com quem convivemos.

Posso afirmar que estes amigos virtuais e quase imaginários sejam nosso próprio alterego. Só que discutem, trocam idéias, têm opinião própria e se às vezes concordam, outras discordam veementemente. Mas seria diferente com os amigos imaginários da infância? Acredito que não. E o mais interessante é que estes amigos virtuais que substituem os imaginários é um fenômeno moderno oferecido pela facilidade da comunicação virtual.

Acredito que estes imaginários amigos virtuais sejam um instrumento que facilita o desenvolvimentos das idéias e pensamento de uma forma bastante positiva, pois são um alterego real discutindo e nos fazendo pensar numa atividade constante que nos induz a chegar a conclusões de forma mais rápida que o simples cismar.

O que pensam os psicólogos, filósofos e curiosos a respeito?

Citação: Mente e Cérebro

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From → Sociedade

10 Comentários
  1. Olá, Erick!

    O entendimento da amizade, companheirismo, etc. pode ser entendido por meio do respeito, admiração e concordância do comportamento da outra pessoa. A questão se a reconhece na rua eu acho que seja secundária.

    O importante é se a pessoa realmente merece a nossa amizade, respeito e admiração. Não interessa se o vemos pessoalmente todos os dias ou se nunca o encontramos na esquina de nossa rua.

    Abraços

    Francisco Castro

  2. LISONN permalink

    Saudações!
    Que Post Fantástico!
    Amigo ERICK, mais um texto muito profundo e hiper interessante que você nos presenteia.
    Sabe amigo, independente de ser real ou virtual o que fica e ou vai prevalecer é a sinceridade e o respeito para com todos. A arma destruidora de relacionamentos é o bendito SENTENCIAMENTO, em especial, quando precipitado, é o que penso.
    Parabéns por mais um excelente Post!
    Contagiou. Mexeu. Valeu.
    Abraços,
    LISON.

    • erickfigueiredo permalink

      Obrigado, Lison pelo comentário. Na verdade a sinceridade, honestidade e respeito são fundamentais para que possamos manter uma verdadeira amizade.

  3. Muito bacana sua visão.

    Às vezes, temos ideias que não compartilhamos com amigos mais íntimos, e buscamos outras pessoas para debatê-las. Pode ser mais que um alter-ego – é uma necessidade.

    tem uma frase do Kamau que é bacana: “Em algum lugar do mundo a gente sente que tem alguém que pensa igual a gente”. Com a internet, é possível ao menos entrar em contato com essa pessoa, mesmo que não a vejamos. É que, com a rede virtual, o mundo se torna menor – tudo é mais próximo, não importa se conhecemos pessoas para inflar nosso alterego, expandir ideias ou simplesmente jogar conversa fora.

    Creio que, de alguma forma, isso se relaciona com os amigos imaginários infantis.

    Abs,
    Tiago

  4. Grande Erick, são algumas de várias mudanças nos sistemas de relacionamentos que estamos sofrendo e ainda vamos sofrer …. ja se foi o tempo das conversas com os vizinhos na porta da casa.

    • erickfigueiredo permalink

      Faz tempo que isto não acontece mais, Joselito… Obrigado pelo comentário.

  5. Olá Erick,

    Gostei de ler as vossas opiniões, a tua e a da psicóloga. Eu concordo contigo quando referes que as amizades virtuais contribuem para a rapidez na construção do pensamento. Também penso, que independentemente das amizades serem virtuais ou reais o que as mantém são a honestidade e respeito já referidos.

    Abraços
    Luísa

    • erickfigueiredo permalink

      Não resta a menor dúvida que os amigos com os quais nos relacionamos são pessoas reais e, como tal, merecem nossa consideração e respeito. Obrigado pelo comentário, Luisa.

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