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Banco do Brasil – Lucro e função social

02/26/2010

Quando os demais bancos – privados – anunciavam que, face à “crise” econômica mundial, haveria maior restrição de crédito e aumento dos juros cobrados. houve até troca da presidência do Banco do Brasil. E críticas, como de costume. A Folha de São Paulo atribuía a troca da presidência pelo Ademir Bendine pelo fato deste pertencer ao PT. Mas ele era funcionário de carreira do banco e conhecia muito bem as intenções da Presidência da República: mostrar que no Brasil não havia “crise”. Dificuldades causadas pelo néoliberalismo sim, crise não.

O Banco do Brasil ampliou o crédito e reduziu juros. Muita gente se esquece disso, apesar de terem se passado apenas alguns meses que isto aconteceu. Em agosto de 2009 Olavo Setúbal foi manchete dos jornais, que ironizaram a atitude do banco.

O presidente-executivo do Itaú Unibanco, Roberto Setubal, afirmou nesta terça-feira que algumas taxas de juros que estão sendo cobradas por bancos públicos não são sustentáveis.

Em palestra a líderes empresariais, o executivo afirmou que “as taxas que estão sendo praticadas não são sustentáveis em muitos casos.”

“Tem que remunerar o capital”, disse Setubal, ao responder pergunta sobre a chance de o spread bancário cair nos próximos meses.

Ele comentou que o spread, diferença do custo de captação de recursos de um banco para o que é cobrado de um cliente, já caiu desde setembro e citou as medidas que o governo tomou para incentivar bancos públicos a baixarem suas taxas.

O executivo afirmou ainda que considera que a economia do país está em ritmo de crescimento de 4% ao ano e que deve crescer de 4 a 5% em 2010.

(Jornal do Brasil)

“A economia cresce a ritmo não sustentável e é preciso produzir algum arrefecimento da demanda doméstica”, disse o economista-chefe do banco HSBC, Alexandre Bassoli, em entrevista ao AE Broadcast Ao Vivo. Segundo ele, trata-se da principal preocupação em relação à economia brasileira hoje.

(O Estado de São Paulo)

Não houve arrefecimento algum: foi ampliado crédito às pequenas empresas, foi ampliado crédito rural, foi ampliado financiamento de veículos, foi ampliado o crédito à construção civil e mesmo a pessoas físicas houve ampliação de crédito. E as atitudes se mostraram acertadas.

O presidente do Banco do Brasil (BB), Aldemir Bendine, atribuiu o bom resultado do lucro líquido do banco em 2009 à estratégia de investir fortemente na oferta de crédito mesmo no período em que a crise internacional deixou as economias mundiais mais vulneráveis.

“O Banco do Brasil fez esse papel, destravou o crédito, buscou mostrar essa confiança no país e, dentro de nossa técnica bancária, trabalhamos muito”, afirmou hoje (25) Bendine na divulgação do lucro líquido do BB que foi de R$ 10,5 bilhões no ano passado.

Ele acredita que ainda há uma capacidade de crescimento forte da carteira de crédito do Banco do Brasil, apesar de não ter feito projeções. Bendini disse que o banco se voltará também para a oferta de outros serviços. Para ele, o crédito pode continuar puxando o crescimento do banco. “Eu acho que, talvez, o carro chefe principal para o crescimento de 2010 seja o crédito.

O crescimento de 33,8% da carteira de crédito turbinou os resultados do Banco do Brasil (BB) em 2009. Além de obter o maior lucro da história do setor bancário, R$ 10,1 bilhões, o BB encerrou o ano com folga na liderança do ranking das maiores instituições financeiras do País. Em dezembro, possuía ativos totais de R$ 708,5 bilhões, ante R$ 608,3 bilhões do segundo colocado, o Itaú Unibanco, ou seja, pouco mais de R$ 100 bilhões. No fim de 2008, a diferença era de R$ 111 bilhões a favor do banco privado.

Com o desempenho, o BB alcançou os dois principais objetivos traçados pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, para o banco em 2009: recuperar o posto de número 1 e funcionar como amortecedor da crise global no Brasil, por meio do forte crescimento na concessão de empréstimos.

(Secom)

Isto acontece justamente em um momento no qual se discute a presença do Estado na economia. Enquanto o governo do Estado de São Paulo vendeu seu último banco, a Nossa Caixa, no afã privatizante DEMO TUCANO, o Banco do Brasil comprou este mesmo banco crescendo ainda mais.

Quem visitar o site do Ministério da Fazenda com registro em 08/03/199 verá:

18. Com determinação o governo dará continuidade à sua política de modernização e redução do papel dos bancos públicos na economia. O Banco Meridional uma instituição federal foi privatizado em 1998 e em 1999 o sexto maior banco brasileiro o BANESPA agora sob administração federal será privatizado. Ademais o Governo solicitou à comissão de alto nível encarregada do exame dos demais bancos federais (Banco do Brasil Caixa Econômica Federal BNDES BNB e BASA) a apresentação até o final de outubro de 1999 de recomendações sobre o papel futuro dessas instituições tratando de questões como possíveis alienações de participações nessas instituições fusões vendas de componentes estratégicos ou transformação em agências de desenvolvimento ou bancos de segunda linha.

Vemos que hoje o Banco do Brasil financia áreas que os demais bancos se recusam, como o micro-crédito, por exemplo. Não se iludam: o retorno ao demotucanato representado por José Serra significará um retrocesso, onde a economia brasileira será entregue à sanha dos empresários internacionais.

Muito cuidado com seu voto, pois dele dependerá o avanço ou o retrocesso do Brasil. O triunfo do Banco do Brasil sobre o vaticínio dos demotucanos demonstra isto muito bem.

E ainda há a Petrobrás, mas isto será assunto para um outro post…

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From → Sociedade

2 Comentários
  1. israel permalink

    è posivel conseguir emprestimo mesmo com restriçao spc cerasa

  2. JUPIRA LUCAS ZUCCHETTI permalink

    Deixa relatar um fato que ocorreu na AGÊNCIA 3551-3 Banco do Brasil localizado no Shopping Unimart Campinas-SP. Em 20/08/2012 por volta de 10:00hs da manhã foi efetuado um saque no caixa eletrônico, só que o dinheiro não saiu da máquina. Foi registrado o saque, mas o dinheiro não veio. Imediatamente foi solicitado providências, e a atendente disse que o valor seria restituido no dia seguinte na conta. Só que até agora 21/08/2012 às 8:47hs ainda não apareceu essa restituição. Agora a pergunta que fica é a seguinte: pelo fato do erro ser da máquina, e não do correntista isso não era para ser resolvido de imediato??!!! Quer dizer que se o correntista não possui outros recursos em conta ele é obrigado a pagar juros e multa de contas que vencerão naquele dia??!! E isso por erro da máquina??!!! E quanto a restituição, quando virá??!!!! Ou vão enrolar mais um pouco para o banco ficar com o dinheiro??!!! Isso não é ROUBO???!!! Ou inventaram outro nome para isso???!!!

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