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Cai o número de falências no Brasil

01/08/2010

O número de falências decretadas no país em 2009 foi de 908, o menor desde junho de 2005, quando entrou em vigor a nova Lei de Falências. A informação é da empresa de consultoria do setor privado Serasa Experian.

Segundo nota divulgada nesta quinta-feira (7/1) pela Serasa, 91,5% (831) dos processos envolvem micro e pequenas empresas. Embora alto, esse percentual é o menor dos últimos 4 anos. Em 2008, do total de falência, 92,2% eram de micro e pequenas; em 2007, foram 95,5%; em 2006, 95,2% e em 2005, 97,7%. O volume restante dos pedidos de falência concedidos, é de 58 para o grupo das empresas de tamanho médio, o que representa um aumento na comparação com 2008 (52) e de 19 para as grandes empresas, também com acréscimo sobre o ano anterior (17).

De acordo com a análise técnica da Serasa, as empresas de médio e grande portes “sofreram mais com a crise [financeira internacional deflagrada em setembro de 2008], em razão da recessão dos mercados internacionais e da valorização do real”.

A pesquisa indica que aumentaram os pedidos de falência, totalizando 2.371 ante 2.243, em 2008 e 2.721, em 2007. Desse total, l.512 são de micro e pequenas empresas ante l.622, em 2008 e 2.070, em 2007. No caso de médias empresas foram 546 contra 427, em 2008 e 461, em 2007. Os pedidos das grandes empresas somaram 313, bem acima do total do ano passado (194) e o de 2007 (190).

Esses requerimentos, segundo a Serasa, serviram de instrumento de cobrança em consequência das incertezas sobre os desdobramentos da crise e também em razão das dificuldades de acesso ao crédito. Também foi expressiva a elevação nos pedidos de recuperação judicial, somando 670 pedidos contra 365.

Para este ano, as projeções da área econômica da Serasa são de recuperação do crédito com mais prazo e custo menor, o que, conforme a análise, levará à queda tanto dos pedidos de recuperação quanto dos de falências.

Dois anos em vigor e a nova Lei de Falências (nº 11.101/05) já beneficiou algumas empresas, em especial, as micros e pequenas. De acordo com estudo divulgado pela empresa de análise de crédito Serasa, em 2005, foram requeridos 9.548 pedidos de falência. Já em 2007, foram 2.721, o que representa uma queda de 70,8%.

Para um dos responsáveis pelo estudo, o assessor econômico do Serasa Carlos Henrique de Almeida, essa queda reflete o momento em que vive a economia no país. “Isso mostra um aculturamento do mercado com a legislação vigente. No escopo da nova lei foram retirados usos desvirtuados de cobranças”, diz.

As empresas do comércio, em especial aquelas com faturamento em torno de R$ 2,4 milhões anuais, tiveram o maior número de pedidos de falência em 2007 em comparação com os demais setores.

No entanto, seus registros apresentaram queda de 33,6% em relação a 2006.

No entendimento do economista, essas quedas foram impulsionadas pelo crédito (maior volume de recursos, prazos mais longos e redução das taxas de juros) e pela melhora da renda agrícola.

As falências decretadas caíram 25,2%, sendo que em 2007 foram 1.479 falências, contra 1.977, em 2006.

Segundo o Indicador Serasa de Falências e Recuperações, quando comparado dezembro de 2007 com dezembro de 2006, houve um decréscimo de 31,1% nos requerimentos de falência, sendo que no último mês do ano passado foram requeridas 204 falências ante 296 do ano anterior.

As falências decretadas tiveram uma redução de 27,9% em dezembro de 2007 em relação a dezembro de 2006: foram 80 falências no décimo segundo mês de 2007 e 111 no mesmo período de 2006. Também foram requeridas 937 falências no varejo o ano passado, contra 1.412, em 2006. Na indústria, houve 926 pedidos de falência em 2007, contra 1.480 no acumulado de 2006. Ou seja, um recuo de 37,4%.

Fonte: Uol – Última Instância.

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From → Sociedade

4 Comentários
  1. Uma boa surpresa para todos que não acreditam que esse país vai melhorar, sou um otimista e acho que coisas ainda melhores estão por vir. Abraços

  2. LISONN permalink

    Saudações!
    Que Post fascinante!
    Amigo Erick, esses números apresentados são uma ótima notícia para todos, afinal, do bom desempenho da economia depende a geração de empregos e empresas mais competitivas e saudáveis.
    Parabéns pelo Post!
    Abraços,
    LISON.

    • erickfigueiredo permalink

      Você tem toda a razão… Obrigado pelo comentário.

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