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Corrupção e democracia

12/20/2009

A corrupção está ligada ao poder. Mas nem sempre ao poder político. Liga-se a qualquer poder.

Publiquei recentemente um artigo sobre “técnicas” de empresários “espertos” para diminuir seu “custo” com impostos.

 Mas a elisão e sonegação fiscal é uma prática de pequenos empresários. Os grandes têm uma forma melhor: “compram” pessoas dos três poderes para que façam leis que as beneficie (legislativo), sejam lenientes na fiscalização (executivo) e julguem com flexibilidade (judiciário). Com isto ganham as empresas e ganham os membros do governo que conseguem maior poder econômico para se reeleger, com campanhas convincentes. Tudo isto é coberto por uma imprensa que noticia o que convém e ignora o que não lhes dá lucro, pois estes mesmos empresários fazem campanhas publicitárias milionárias, como fazem também os políticos que têm poder econômico.

Vejam que isto forma um círculo vicioso. As notícias que recebemos são as que convêm aos empresários e políticos. Aí nos revoltamos contra algo que convém aos políticos e empresários. E campanhas cívicas se formam com uma legião de indignados que elegem os opositores dos responsáveis pelo fato noticiado. E era isto mesmo que eles queriam: eleger pessoas que favoreçam aos empresários e aos políticos que são sustentados por eles.

A única forma de quebrar este círculo vicioso é discutir, levantar questões, pensar e agir de forma democrática procurando o que não foi dito, concluindo o que deve ser concluído e agindo pelo nosso próprio interesse, o da maioria, desprezando as ações dos elementos que tentam formar as opiniões que lhes interessam.

Somente pela democracia conseguiremos modificar este estado de coisas. E é aí que entra o exercício da democracia através do voto. Vamos votar por interesse: pelo interesse da maioria.

Já que a política, poder e interesses andam juntos, vamos vender nosso voto a quem realmente se interesse por nós, sabendo de antemão que os que nós escolhemos serão comprados também pelos que detêm o poder econômico. E aí a gente os troca por outros melhores que defendam nosso interesse.

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From → Sociedade

4 Comentários
  1. Certíssima a sua colocação, essa troca de interesses sempre existiram e existirão, mais devemos tomar muito cuidado a quem vendê-lo, si para os interessados em nossos problemas socias, parceiros, confiáveis.
    Abraços forte

  2. Olá Erick.

    Em primeiro lugar, parabéns pela coragem de falar sem falsos moralismos.

    Eu concordo com seu texto, o Brasil é um tipo de país em que não adianta ficar cobrando mudanças muito radicais, as quais dificilmente acontecerão. Precisamos analisar os fatos, as conquistas, o potencial do candidato.

    É o nosso voto que decide a eleição, mais é também o nosso voto o mais fácilmente manipulado, pelas mídias e grandes corporações, por isso, nesse momento, em que nada faz sentidos, é preciso ter faro para fechar os olhos para a mídia e ver o que de fato acontece.

    ABS

    • erickfigueiredo permalink

      É isto mesmo que devemos fazer. Obrigado pelo comentário.

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