Skip to content

Sistema Serra de erradicação de favelas

10/25/2009

incendio-favela-sp2Os incêndios nas favelas de São Paulo são uma constante. Toda semana temos um incêndio ocasionado por isto ou por aquilo mas cuja culpa é sempre dos favelados e nunca do poder público. Em outras ocasiões, temos desapropriações como a que ocorreu na zona sul, no bairro do Capão Redondo, de uma área abandonada por seu proprietário durante muitos anos e que agora, diante da valorização ocasionada pela linha lilás do metrô paulistano, passou a ter valor. Temos ainda escaramuças como a que ocorreu também na Zona Sul, na região do Morumbi, no Real Parque, em cuja área existe um projeto imobiliário muito grande destinado à valorização da área,  mas que no passado não tinha valor algum.
A opção mais barata para garantir lucros imobiliários é remover os favelados de uma forma ou de outra sem desembolso. Entre as opções, temos:
  1. Ações policiais: a polícia invade áreas valorizadas e impõe o medo entre a população, expulsando aqueles que têm como sair dali. Esta ação vai, aos poucos e deixando espaços vazios e desvalorizando os que estão ocupados. Com esta ação, retira-se a favela sem desembolsar nem um tostão. Mas existe a desvantagem de demorar mais tempo.
  2. Desapropriações: quando existe uma titulação das terras ocupadas, é a forma mais rápida e barata de erradicar a favela. Basta mobilizar a polícia militar e pronto: todo mundo expulso.
  3. Incêndios: forma utilizada quando não existe como desapropriar. A favela é queimada sucessivamente e, se não é desocupada logo, se torna área de risco. Os favelados que fogem do fogo não têm como voltar para os seus barracos, já que a área se tornou de risco só para eles, pois imediatamente fará parte de um novo projeto imobiliário.

O último incêndio em uma favela do Rio de Janeiro ocorreu em 1969 na favela Praia do Pinto coincidentemente no governo de Carlos Lacerda (aquele do rio  Gandú, lembram?). Naquela ocasião, dias antes, o DOPS prendeu todos os dirigentes da FAFEG (Federação das Favelas do Estado da Guanabara). O ultimo incêndio em uma favela de São Paulo ocorreu há duas semanas na favela Diogo Pires, que foi reincidente, pois outros ocorreram em 2000, 2002, 2006 e agora em 2009. Temos em São Paulo uma média de 800 incêndios por ano. Seria fatalidade ou, como no governo de Carlos Lacerda, um combate aos comunistas?

Falando em combate aos comunistas, socialistas e a toda esta gente que prega a igualdade social, durante as comemorações do 449º aniversário de São Paulo, em 2003, durante o governo da Marta, o IPT-SP ofereceu para o município o programa, implantado de forma experimental na comunidade de Vila Dalva, vizinha ao próprio IPT. A idéia era capacitar os moradores – com a ajuda do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil – para agir no combate inicial às chamas, e nos primeiros socorros a possíveis vítimas, até que os bombeiros chegassem. A Prefeitura ficaria responsável pelo fornecimento de equipamentos, como extintores, capacetes e roupas apropriadas para a missão.

Avaliada positivamente, a experiência foi estendida para o Jardim Jaqueline (zona oeste), Maria Cursi (zona leste), Jardim Cabuçu (zona norte), Viela da Paz (zona sul), e em um cortiço da rua Sólon, no centro. Em 2004, havia a previsão de implantação em outras 31 localidades. Porém, acabou descontinuado. Mas para que gastar dinheiro com esta gente? Afinal de contas estamos em São Paulo, uma cidade onde vive a nata da aristocracia brasileira. Aqui não há lugar para este tipo de gente: pobres, negros (porque pobres de pele escura), e nordestinos (porque não se enquadram na opção anterior).

A Secretaria das Subprefeituras informou por meio de nota que, no início da gestão José Serra, foi decidido em conjunto com a Defesa Civil do Estado e do município encerrar o projeto, sob a justificativa de que o “Corpo de Bombeiros é o órgão mais competente para agir em casos de risco”.
No dia 14 de outubro, após a repercussão do incêndio, vereadores da capital paulista aprovaram um projeto de lei que prevê a criação de brigadas nas favelas paulistanas e que vai para a sanção do prefeito Gilberto Kassab (aliado de Serra). Mas não acredito que este projeto seja realmente implementado, pois não existirão verbas para estas ações esquerdistas que só trará a proliferação de favelas em áreas nobres ou que passaram a sê-lo como as citadas no início deste artigo.

Projeto de inclusão social com moradias de baixo custo, prazo longo, e subsidiados pelo governo é coisa de esquerdistas numa ação eleitoreira que só visa eleger seu sucessor. O estilo em São Paulo é diferente: aqui se cobram pelos serviços prestados como em hospitais e escolas públicas. Afinal de contas, quem não tem competência que procure um outo lugar para viver.

Fonte: Jornal do Brasil, Finep, Blog Luiz Nacif on Line.

Anúncios

From → Sociedade

8 Comentários
  1. Olá, Erick!

    Esses governos do PSDB/DEM fazem apenas propaganda da questões sociais, mas na prática cuidam apenas dos mais ricos. Os pobres para eles ficam para o segundo plano. Quando algum governo que pensa diferente fazem algo que elvam os probres a viverem melhor, a terem uma vida com mais respeito e com mais descência, são taxados de comunistas, de criarem vagabundos e muitos outros tipos de adjetivos extremamente perjorativos. Esse tipo de governo do PSDB/DEM não queremos mais em São Paulo e muito menos para o Brasil. Devemos lutar para tirar esse pessoal.

    Abraços

    Francisco Castro

  2. caetano da silva permalink

    qualquer um sabe que psdb só pensa em privatizar eu não esqueço da vale, venderam a preço de banana e o dinheiro sumiu ninguem sabe onde foi parar, o raça que não vale nada agora quer ser presidente. serra privatizou são paulo agora quer privatizar o brasil o povo não sabe a armadilha que esta entrando se esse serra for eleito estaremos ferrados.
    pra mim essas pesquisas que indicam a subida de serra não passa de armação pra influenciar o povo, mas amim eles não enganam.
    essa o serra não leva de jeito nenhum.

  3. ROBERTO ROCHA permalink

    PREZADO JORNALISTA: COMETESTE UM ERRO GRAVÍSSIMO DE HISTÓRIA: O INCENDIO NA FAVELA DA PRAIA DO PINTO OCORREU REALMENTE EM 1969, MAS O GOVERNADOR NÃO ERA MAIS CARLOS LACERDA, E SIM NEGRÃO DE LIMA. LACERDA GOVERNOU A GUANABARA DE 1960 A 1965. EM 1969 LACERDA JÁ TINHA ATÉ SIDO PRESO PELA REPRESSÃO MILITAR, A MANDO DE COSTA E SILVA. POR SINAL, NEGRÃO DE LIMA FOI O GOVERNADOR DA GUANABARA QUE MAIS ERRADICOU PESSOAS DAS FAVELAS, E NÃO CARLOS LACERDA COMO VOCE PENSA. COM O APOIO DA DITADURA MILITAR, NO TEMPO DE NEGRÃO DE LIMA, FOI CONSTRUÍDO O CONJUNTO HABITACIONAL DE CIDADE ALTA,EM CORDOVIL ( bem longe da Zona Sul e do Centro do Município do Rio de Janeiro, quase fronteira com o Município de Duque de Caxias ) NA ÉPOCA O MAIOR CONJUNTO HABITACIONAL DA AMÉRICA LATINA. NO TERRENO VAZIO ONDE EXISTIA A FAVELA DA PRAIA DO PINTO, SERGIO DOURADO “ENTROU EM AÇÃO” E CONSTRUIU UM GRANDE CONJUNTO DE HABITACIONAL CHAMADO SELVA DE PEDRA, PARA A CLASSE MÉDIA. EM SUMA: TUDO ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA. CERTO MESMO QUEM AGIU FOI DOM HÉLDER CÂMARA QUE CONSTRUIU A “CRUZADA SÃO SEBASTIÃO” EM PLENO LEBLON, PARA ONDE REMOVEU UMA FAVELA. ESSE ERA “BOM E SANTO DE VERDADE”

  4. tiago permalink

    Ai, que visão romantica de pobres e favelas.

  5. juliana permalink

    Eu nunca li nada mais ridículo em toda a minha vida. Você é medíocre demais, deveriam te processar por preconceito, seu retardado mal informado.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: